A rádio anuncia para o Pavilhão Atlântico "a actuação da maior banda pop do mundo".
Do mundo. O que eu gosto de superlativos. Os superlativos são a coisa mais fixe do mundo!
Mas enfim, ainda pensei que fosse uma merdeola do tipo a banda do Bono "olhem para mim, eu sou a estrela pop mais cool do mundo, e sou ao mesmo tempo um lindo menino irlandês católico, adepto do Celtic e bom pai de família, mas sou tão cool e tão fixe que se Jesus Cristo e John Lennon tivessem um filho, tinha que ser eu" Vox, mas afinal, a maior banda pop do mundo é...preparem-se:
Os Backstreet Boys!
Fiquei assim a saber duas coisas: que os Backstreet são os melhores do mundo em alguma coisa, e que ainda estamos em 1994.
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terça-feira, 15 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
We wish you a merry Fantas - Fantas Carols
Have yourself a merry little Fantas, Let your heart be light
From now on, we’ll watch Cinema all night
Have yourself a merry little Fantas, No matter what they say,
Have yourself a merry little Fantas, No matter what they say,
From now on, we’ll watch Cinema all day
Here we are as in olden days,
Happy golden days of yore.
People you only see at Fantas Gather near to you once more.
Through the years We all will be together, If the Rio allow
Through the years We all will be together, If the Rio allow
Hang a poster upon Rivoli’s highest wall. And have yourself A merry little Fantas now
…………………………………………………………………………………..
Oh! The funding was cut,
…………………………………………………………………………………..
Oh! The funding was cut,
You better not cry,
Be ever so patient, I'm telling you why:
Mário Dorminsky is coming to town!
Mário Dorminsky is coming to town!
He has made a guests list,
He's checking it twice,
He's gonna find out The centralist government wasn’t too nice.
Mário Dorminsky is coming to town!
…………………………………………………………………………………………….
Drop everything and run to the Rivoli,
Mário Dorminsky is coming to town!
…………………………………………………………………………………………….
Drop everything and run to the Rivoli,
Fa la la la la, la la la la.
Tis the season to be jolly,
Fa la la la la, la la la la.
Sing we geeks, all together,
Sing we geeks, all together,
Fa la la la la, la la la la.
Heedless of Rio and La Féria,
Fa la la la la, la la la la
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Joy to Porto! the Fantas is come;
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Joy to Porto! the Fantas is come;
let Rivoli receive his King;
Let Filipe Laféria prepare Him room, for movies by Takashi and Kim,
for movies by Takashi and Kim, for movies, for movies by Takashi and Kim
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Oh the movies this year seem dreadful,
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Oh the movies this year seem dreadful,
But the spirit is so delightful,
And even if they have nothing better to show,
Let us go! Let us go! Let us go!
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
The Start bell rings, are you listening,
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
The Start bell rings, are you listening,
In both auditoriums, the silver screens are glistening
A beautiful sight, We're happy tonight.
Walking in a Fantas wonderland
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
It's The Most Wonderful Time Of The Year
With the geeks gently gathering
And all pseudo-intellectuals pretending to be of good cheer
It's The Most Wonderful Time Of The Year
It's the hap -happiest season of all
With a grand overture session with a blockbuster premiere
And Indie movie from all over the world
It's the hap - happiest season of all
There'll be B-list guests for hosting
Orient Express from Tokyo to Beijing
And short movies to show
There'll be cheesy zombie stories
And old classic glories of
Cinema from long, long ago
It's The Most Wonderful Time Of The Year
It's The Most Wonderful Time
It's The Most Wonderful Time
It's The Most Wonderful Time Of The Year
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
It's The Most Wonderful Time Of The Year
With the geeks gently gathering
And all pseudo-intellectuals pretending to be of good cheer
It's The Most Wonderful Time Of The Year
It's the hap -happiest season of all
With a grand overture session with a blockbuster premiere
And Indie movie from all over the world
It's the hap - happiest season of all
There'll be B-list guests for hosting
Orient Express from Tokyo to Beijing
And short movies to show
There'll be cheesy zombie stories
And old classic glories of
Cinema from long, long ago
It's The Most Wonderful Time Of The Year
It's The Most Wonderful Time
It's The Most Wonderful Time
It's The Most Wonderful Time Of The Year
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Post em que se consegue o improvável feito de se misturar factos correntes mundiais com música pop light portuguesa da década de 80
Pristina
Não vais levar a mal
Mas isso no Kosovo
Não vais levar a mal
Mas isso no Kosovo
Ainda vai acabar em merda total
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sábado, 19 de janeiro de 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Control

Muita gente viu o filme dos Simpsons, aguardado há quase 20 anos. Curiosamente, a opinião de quase toda a gente é: “Não passa de um episódio mais longo”. Ao que eu respondo que isso não é obrigatoriamente mau, mas em última análise, estavam à espera de quê?
Algumas pessoas viram o filme Control, sobre a vida e morte de Ian Curtis, mítico vocalista dos Joy Division, banda emblemática do cenário Post Punk, que se enforcou aos 23 anos de idade. Não curiosamente, a opinião de quase toda a gente é: “É um filme muito cinzento”. Ao que eu respondo que isso não é obrigatoriamente mau, mas em última análise, estavam à espera de quê?
Um filme sobre os subúrbios de Manchester no início da era Thatcher, um filme sobre os Joy Division, um filme sobre Ian Curtis, dificilmente poderia ser pintado com alegres paletes, independentemente de quem realizasse o filme. Mas um filme sobre Ian Curtis realizado pelo fotógrafo/realizador de vídeos musicais holandês Anton Corbijn só podia mesmo ser cinzento. Relembremos que Corbijn não se limitou a capturar, no final dos anos 70, o mundo cinzento de Ian Curtis. Ele foi um dos principais impulsionadores do que se poderá chamar estética urabano-depressiva. Veja-se o clip de Atmosphere, de sua autoria.
Este belo filme, mais griz que o manicaistamente habitual preto-e-branco, é vagamente baseado em Touching from a Distance, o morninho e ambivalente livro de Deborah Curtis (que dizem as más línguas terá afirmado sobre o Control: “I fucking hated it!”). Poderá parecer bastante parado aos seus detractores, que afirmam que chegou ao ponto de dar uma imagem muito morta do Tony Wilson, que era tudo menos uma personagem apagada. Penso que todos concordamos que Tony Wilson foi alguém muito mais interessante e colorido que Ian Curtis, e que 24 Hours Party People é um filme muito melhor que o Control. Porém, é minha opinião que essa “mortificação” de Wilson é propositada, e causada por isso mesmo: pelo facto dele ter sido alguém mais interessante e colorido que Curtis. O filme não poderia sair nunca da órbita de Curtis.
E para mim, é aí que o filme ganha toda a sua beleza. Mais do que tratar da vida e morte de Ian Curtis (música, casamento, paternidade, adultério, ataques epilépticos, suicídio) e da história dos Joy Division; este filme trata de um triângulo, que ultrapassa os limites do amoroso e entra no campo das concepções de vida. O filme poderia haver-se chamado Deborah vs Annik.
Produto do seu meio sócio-cultural, Ian Curtis era uma pessoa simples, mesmo mesquinha e conservadora. Nesse sentido, Deborah era a incorporação de todos os seus pequeninos sonhos de classe trabalhadora: Girl next door, simples como ele, dócil e que votasse Tory por imposição do marido, casamento de sonho, filhos, um emprego estável, um pacato envelhecer nos subúrbios do Noroeste inglês.
Annik Honoré era o oposto, e o tipo de mulher a que Curtis só teria acesso pela via do estrelato. Estrangeira, exótica, continental (se é que um belga pode ser exótico), com um emprego emocionante de jornalista, livre-pensadora, uma mulher independente que consegue fazer-se notar num mundo de homens.
Em Maio de 1980, ciente do adultério, Deborah Curtis exige o divórcio. A imagem do casamento precoce e feliz derroca, e Ian Curtis, porque ele ERA tacanho e muito conservador, vê-se frente ao seu pior pesadelo: Divórcio. Surge o eterno drama pequeno-burguês inglês: “What will the neighbours think!?”.
Algumas pessoas viram o filme Control, sobre a vida e morte de Ian Curtis, mítico vocalista dos Joy Division, banda emblemática do cenário Post Punk, que se enforcou aos 23 anos de idade. Não curiosamente, a opinião de quase toda a gente é: “É um filme muito cinzento”. Ao que eu respondo que isso não é obrigatoriamente mau, mas em última análise, estavam à espera de quê?
Um filme sobre os subúrbios de Manchester no início da era Thatcher, um filme sobre os Joy Division, um filme sobre Ian Curtis, dificilmente poderia ser pintado com alegres paletes, independentemente de quem realizasse o filme. Mas um filme sobre Ian Curtis realizado pelo fotógrafo/realizador de vídeos musicais holandês Anton Corbijn só podia mesmo ser cinzento. Relembremos que Corbijn não se limitou a capturar, no final dos anos 70, o mundo cinzento de Ian Curtis. Ele foi um dos principais impulsionadores do que se poderá chamar estética urabano-depressiva. Veja-se o clip de Atmosphere, de sua autoria.
Este belo filme, mais griz que o manicaistamente habitual preto-e-branco, é vagamente baseado em Touching from a Distance, o morninho e ambivalente livro de Deborah Curtis (que dizem as más línguas terá afirmado sobre o Control: “I fucking hated it!”). Poderá parecer bastante parado aos seus detractores, que afirmam que chegou ao ponto de dar uma imagem muito morta do Tony Wilson, que era tudo menos uma personagem apagada. Penso que todos concordamos que Tony Wilson foi alguém muito mais interessante e colorido que Ian Curtis, e que 24 Hours Party People é um filme muito melhor que o Control. Porém, é minha opinião que essa “mortificação” de Wilson é propositada, e causada por isso mesmo: pelo facto dele ter sido alguém mais interessante e colorido que Curtis. O filme não poderia sair nunca da órbita de Curtis.
E para mim, é aí que o filme ganha toda a sua beleza. Mais do que tratar da vida e morte de Ian Curtis (música, casamento, paternidade, adultério, ataques epilépticos, suicídio) e da história dos Joy Division; este filme trata de um triângulo, que ultrapassa os limites do amoroso e entra no campo das concepções de vida. O filme poderia haver-se chamado Deborah vs Annik.
Produto do seu meio sócio-cultural, Ian Curtis era uma pessoa simples, mesmo mesquinha e conservadora. Nesse sentido, Deborah era a incorporação de todos os seus pequeninos sonhos de classe trabalhadora: Girl next door, simples como ele, dócil e que votasse Tory por imposição do marido, casamento de sonho, filhos, um emprego estável, um pacato envelhecer nos subúrbios do Noroeste inglês.
Annik Honoré era o oposto, e o tipo de mulher a que Curtis só teria acesso pela via do estrelato. Estrangeira, exótica, continental (se é que um belga pode ser exótico), com um emprego emocionante de jornalista, livre-pensadora, uma mulher independente que consegue fazer-se notar num mundo de homens.
Em Maio de 1980, ciente do adultério, Deborah Curtis exige o divórcio. A imagem do casamento precoce e feliz derroca, e Ian Curtis, porque ele ERA tacanho e muito conservador, vê-se frente ao seu pior pesadelo: Divórcio. Surge o eterno drama pequeno-burguês inglês: “What will the neighbours think!?”.
Face a isso, e com a mente em erosão constante, Ian Curtis incapaz de lidar com os problemas e face a voos demasiado altos – “I will see you Monday” terá dita à banda no fatídico sábado que precederia a Tornee dos Joy Division nos EUA - realiza o que Tony Wilson uma vez chamou “o mais altruísta dos suicídios”.
Não concordo que tenha sido um acto de altruísmo, mas foi certamente o acto de desespero de alguém cuja ambição era muito pequena. Ícaro morreu porque sonhou sempre ir mais além. Ian morreu porque os factos ultrapassaram os seus sonhos.
Control não é o melhor filme de sempre. E Ian Curtis não era o melhor músico ou a melhor pessoa de sempre. Mas o filme retrata bem a ideia que muita gente tem sobre o imortal vocalista dos Joy Division. E quando em qualquer bar ou disco em qualquer parte do mundo o baixo de Peter Hook começar a tocar os primeiros acordes de “Love will tear us apart”, e pessoas de todas as idades, mesmo que tenham nascido depois de 1990 reagirem imediatamente, isso só vem provar uma das ideias mais batidas do mundo: “morre o homem, nasce a lenda”.
Cheers, Ian, wherever you are.
Não concordo que tenha sido um acto de altruísmo, mas foi certamente o acto de desespero de alguém cuja ambição era muito pequena. Ícaro morreu porque sonhou sempre ir mais além. Ian morreu porque os factos ultrapassaram os seus sonhos.
Control não é o melhor filme de sempre. E Ian Curtis não era o melhor músico ou a melhor pessoa de sempre. Mas o filme retrata bem a ideia que muita gente tem sobre o imortal vocalista dos Joy Division. E quando em qualquer bar ou disco em qualquer parte do mundo o baixo de Peter Hook começar a tocar os primeiros acordes de “Love will tear us apart”, e pessoas de todas as idades, mesmo que tenham nascido depois de 1990 reagirem imediatamente, isso só vem provar uma das ideias mais batidas do mundo: “morre o homem, nasce a lenda”.
Cheers, Ian, wherever you are.
domingo, 12 de agosto de 2007
sábado, 11 de agosto de 2007
sábado, 9 de junho de 2007
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Nerve, bloody nerve
O youtube tem videos revoltantes. Qual não é o meu espanto ao ver os Arcade Fire mais o Bono a fazerem ao vivo uma cover do Love will tear us apart dos Joy Division. Os Arcade são boa cena. Mas por o Bono a cantar Curtis faz tanto sentido como pôr o Miguel Ângelo dos Delfins a cantar Mão Morta. É contra-natura.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
I hate mondays!
2ª-Feira de Manhã é uma aberração aos olhos de Deus e do Homem. 2ª-Feira de Manhã é a antítese perfeita do fim-de-semana. Na nossa cabeça sonolenta nada excepto vagas memórias do divertimento e repouso que tivemos, abafadas pelos remorso do divertimento e repouso que poderíamos ter tido, pela rapidez com que Sábado e Domingo passaram, e pela sensação de faltar uma travessia no deserto de 5 dias antes de sentirmos de novo nos lábios o líquido mel fugidio de novos 2 dias de total liberdade. À 2ª-Feira de manhã, o nosso motor interno ainda está frio e não reage tão rapidamente à rotina laboral. Falta-nos um ou dois dias de trabalho para nos habituarmos à idéia, para a espera não se tornar tão longa. O reles despertador do telemóvel a arrancar-me ao doce, quente útero do leito. Um absurdo autêntico. Adorava poder faltar de vez em quando. Nada melhor do que andar pela cidade despreocupadamente num dia laboral. Como um vagabundo do ócio sentindo o pulsar, a vida da urbe. Desculpem o desabafo, all mondays are blue!;)
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domingo, 13 de maio de 2007
sábado, 12 de maio de 2007
The Fixx - Saved by Zero
Ok, este video faria muito mais sentido no meu outro blog, e aliás ele lá está, mas mesmo assim gostaria de o divulgar aqui. Por um lado porque penso que não seja uma música muito conhecida. Em segundo lugar, porque eu sou um 80s-freak, e este video tem um 80s-feel muito grande. E finalmente porque acho que está dotado de uma urgência melancólica. Tenho dito.
terça-feira, 8 de maio de 2007
"Whitey" Houston

Eu sou um bocado como os Gato Fedorento. Gosto de fazer alterações às letras de música sem piada nenhuma, e gosto de fazer graçolas de humor negro e gosto duvidoso acerca de questões sensíveis e melindrosas. Mas há diferenças. Eu faço isso de graça! Ah, e não faço anúncios da PT! Nem sou funcionário do Benfica! Nem plagio os Monty Python!
Hit it, Whitney!
WHITNEY HOUSTON - THE GREATEST DRUG OF ALL
(sang to the tune of "The Greatest Love of All")
I promise I won’t do drugs in the future
But score me some coke and let me snort today
Snow is all the beauty I possess inside
Give me a line or two and life is easier
Some booze and weed for laughter and things are what they should be
Some people are searching for heroine
Some people are searching for heroine
People need something to get high on
I never found shooting up fulfilled my needs
Health is important to me
And so I decided not to get hooked up on He
I decided never to leave home without my straw and my blade
I decided never to leave home without my straw and my blade
If I do too much, if I OD
At least I lived as I believe
No matter what they take from me
As long as they don't take away my cocaine
Because the greatest drug of all
Is White Coke to me
And you’ll find the greatest drug of all
Inside of me
The greatest drug of all
Is expensive to achieve
But Colombian White Powder
It is the greatest drug of all
I promise I won’t do drugs in the future
I promise I won’t do drugs in the future
But score me some coke and let me snort today
Snow is all the beauty I possess inside
Give me a line or two and life is easier
Some booze and weed for laughter and things are what they should be
I decided never to leave home without my straw and my blade
I decided never to leave home without my straw and my blade
If I do too much, if I OD
At least I lived as I believe
No matter what they take from me
As long as they don't take away my cocaine
Because the greatest drug of all
Is White Coke to me
And you’ll find the greatest drug of all
Inside of me
The greatest drug of all
Is expensive to achieve
But Colombian white powder
It is the greatest drug of all
And if by chance, your dealer gets busted
And never comes back
And never comes back
Just come to my place
And we’ll do some really strong crack
Sérgio de Andrade
Maio de 2007
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
Neo-nazismo musical

Meus amigos, é com o coração cheio de ânsia e pesar que vos venho informar que a hora é grave! Os neo-nazis são agora não uma ameaça velada, mas um perigo bem real que pode demolir toda a estrutura da sociedade portuguesa!
É verdade! Quando pensávamos que a praga do nacional-cancionetismo que arrasou a cena musical portuguesa desde os anos 40 até finais dos anos 80 tinha já sido exterminada, e os saudosistas que surgiam com novas demonstrações da pirosice nacional mais repugnante eram rebaixados à ignóbil classificação de Música Pimba, não encontrando outros lugares para difundir as suas letras meladas e o seu ritmo sonoro quase de Rancho Popular do que em Feiras Populares, Festas de Verão de Emigrantes, ou Rádios Regionais com nomes tipo Rádio Clube de Salvaterra de Vila Viçosa de Mougadecho de Baixo, eis que uma nova vaga de neo-nacionais-cancionetistas está a abalar o panorama musical português!
Marco Paulo, Alexandra, António Calvário, António Sala, Dina, Dora, Duo Ouro Negro, Simone de Oliveira, Broa de Mel, Madalena Iglésias, Paco Bandeira, Neno, Paulo Alexandre, Roberto Leal, Toni de Matos, Lara Li, José Cid…quem consegue proferir esses nomes sem ser invadido por calafrios na espinha? Quem pode se lembrar desses nomes sem evocar logo imagens de Domingos de tarde nos anos 80 com programas do Júlio Isidro?
Os anos 90, vieram porém reduzir o reino de terror do Nacional-Cançonetismo. A finais dos anos 90, a música pop/rock portuguesa estava bem demarcada: Rock/Pop comercial com alguma qualidade, música pimba e Delfins.
É verdade! Quando pensávamos que a praga do nacional-cancionetismo que arrasou a cena musical portuguesa desde os anos 40 até finais dos anos 80 tinha já sido exterminada, e os saudosistas que surgiam com novas demonstrações da pirosice nacional mais repugnante eram rebaixados à ignóbil classificação de Música Pimba, não encontrando outros lugares para difundir as suas letras meladas e o seu ritmo sonoro quase de Rancho Popular do que em Feiras Populares, Festas de Verão de Emigrantes, ou Rádios Regionais com nomes tipo Rádio Clube de Salvaterra de Vila Viçosa de Mougadecho de Baixo, eis que uma nova vaga de neo-nacionais-cancionetistas está a abalar o panorama musical português!
Marco Paulo, Alexandra, António Calvário, António Sala, Dina, Dora, Duo Ouro Negro, Simone de Oliveira, Broa de Mel, Madalena Iglésias, Paco Bandeira, Neno, Paulo Alexandre, Roberto Leal, Toni de Matos, Lara Li, José Cid…quem consegue proferir esses nomes sem ser invadido por calafrios na espinha? Quem pode se lembrar desses nomes sem evocar logo imagens de Domingos de tarde nos anos 80 com programas do Júlio Isidro?
Os anos 90, vieram porém reduzir o reino de terror do Nacional-Cançonetismo. A finais dos anos 90, a música pop/rock portuguesa estava bem demarcada: Rock/Pop comercial com alguma qualidade, música pimba e Delfins.
Emanuel, criador do conceito Pimba, obrigou todos os da sua laia, que nos queriam vir enjoar com musiquinhas alegres com letras fáceis e românticas, ou então “trocadalhos do carilho” desprovidos de qualquer inteligência ou bom gosto, a ter que aceitar a estigmatização. Pimba, o rótulo escarlate!
Mas agora, meus amigos…Eles estão de volta! Decididos a dominar o mercado musical português e o Olympia de Paris, ao mesmo tempo que refutam ser conectados como Pimbas e rejeitam qualquer associação com o vergonhoso passado criminoso dos facínoras que os precederam.
Na sua maior parte são jovens, simpáticos, limpinhos, urbanos, cantam por vezes em “estrangeiro”, são bem comportados e nada rebeldes, defensores do sexo com amor, nada de drogas e pop ligeirinho, tocam guitarra eléctrica por vezes, mas não muito alto, não vá alguém se chatear, e com as suas vozes límpidas vem entoar trovas de louvor ao amor, à felicidade e a outros valores que tais.
Mas agora, meus amigos…Eles estão de volta! Decididos a dominar o mercado musical português e o Olympia de Paris, ao mesmo tempo que refutam ser conectados como Pimbas e rejeitam qualquer associação com o vergonhoso passado criminoso dos facínoras que os precederam.
Na sua maior parte são jovens, simpáticos, limpinhos, urbanos, cantam por vezes em “estrangeiro”, são bem comportados e nada rebeldes, defensores do sexo com amor, nada de drogas e pop ligeirinho, tocam guitarra eléctrica por vezes, mas não muito alto, não vá alguém se chatear, e com as suas vozes límpidas vem entoar trovas de louvor ao amor, à felicidade e a outros valores que tais.
Enchem salas de espectáculos e estádios, aparecem nas fotos de jornais e revistas cor-de-rosas com a gaja de turno, vendem CDs, ganham Globos de Ouro da SIC...e o que é mais admirável, é que o seu público-alvo não é já só o proletariado suburbano de Lisboa, Porto e do interior, mas jovens e menos jovens, com algum estatuto sócio-cultural, que acham mesmo que eles são fixes e cool!
Tudo muito certinho e bonitinho. E foleiro. E piroso! No fundo vem pegar nas mesmas letras fáceis de sempre e acelerar um bocado mais o ritmo. Mas não se enganem!
Os velhos demónios estão de volta, mas agora com jeans, bandas e guitarras elécticas!
Eles querem tomar a vossa alma e subjugar o vosso gosto musical. Eles tramam o Holocausto da Mente!
Não vou citar nomes, por minha segurança pessoal. Usarei pseudónimos.
JPP, André S., Mickel e respectivo papá, Pólo N., F.tips, Ez sp. e outros que tais, j´acuse!!! Acuso-vos como os pulhas defensores do neo-nacional-cancionetismo que são. “Está tudo bem, de vez em quando todos somos uns bons filhos da mãe”, “Porque eu morro se acordo e não estás na minha vida”, “Quando eu te falei de amor tu sorriste para mim, o mundo ficou bem melhor”, “Olha para mim, se estiveres a fim”…mas que é isso? Foi feitiço!?, o que é que vos deu para usarem a língua de Camões, Gil Vicente, Eça, Pessoa para grunhirem um chorrilho de banalidades e vácuo intelectual?
Nós sabemos quem vocês são! E digo-os: não passarão!
Camaradas, o tempo urge! Juntem-se a mim na Utopia de ser possível boa música pop com boas letras no nosso idioma! Podes dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único a olhar o céu!
Não vou citar nomes, por minha segurança pessoal. Usarei pseudónimos.
JPP, André S., Mickel e respectivo papá, Pólo N., F.tips, Ez sp. e outros que tais, j´acuse!!! Acuso-vos como os pulhas defensores do neo-nacional-cancionetismo que são. “Está tudo bem, de vez em quando todos somos uns bons filhos da mãe”, “Porque eu morro se acordo e não estás na minha vida”, “Quando eu te falei de amor tu sorriste para mim, o mundo ficou bem melhor”, “Olha para mim, se estiveres a fim”…mas que é isso? Foi feitiço!?, o que é que vos deu para usarem a língua de Camões, Gil Vicente, Eça, Pessoa para grunhirem um chorrilho de banalidades e vácuo intelectual?
Nós sabemos quem vocês são! E digo-os: não passarão!
Camaradas, o tempo urge! Juntem-se a mim na Utopia de ser possível boa música pop com boas letras no nosso idioma! Podes dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único a olhar o céu!
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
Pedro in an ´80s movie
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Private Invader

Ok, vamos supor que por alguma razão incompreensível e insondável, o Bush resolvesse criar a sua própria, honesta versão do Private Dancer da Tina Turner.
Talvez lhe saísse algo assim (clicar aqui para comparar com a versão original):
All the Iraqis and Americans dying in this place
And the Iraqis and Americans are all the same
You don’t have to look at their faces
And you don’t care about their names
You don’t think of them as human
In fact you hardly ever think at all
You keep your mind on the money
Buried beneath the arid Middle Eastern soil
Chorus
I’m your private invader, invading for money
But blame it on Cheney ´cause I have a very low IQ
Blair’s my only friend; I’ve lied to the UN
No WMD, and I’m fuckin´American civil liberties too
I wanna make a gazillion dollars
I live in the house Clinton and dad had before me
I have Connie, Laura and two drunken, redneck children
Yeah, I guess they’re my rich-white-trash family
All the Iraqis and Americans dying in this place
And the Iraqis and Americans are all the same
You don’t have to look at their faces
And you don’t care about their names
Repeat chorus twice
Kill all sandniggas for petrodollars
American superior firepower will really fuck you
We’ve hanged Saddam by the collar
Too bad we can’t say the same about Osama too
Repeat chorus
(Sérgio de Andrade – 2007)
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domingo, 11 de fevereiro de 2007
NIN
Relativamente a este fim-de-semana em geral e a NIN em particular, só tenho a dizer que alcançam um grau extraordinariamente elevado na escala ducástica (para quem é iniciado na minha obra bloguística, “ducá” é uma neologia de minha lavra, que significa “do caralho”).Faltam-me palavras para descrever o concerto. Os gajos são mesmo bons. Em CD e ao vivo! Não há mais nada para dizer!
Trent Razor y sus muchachos são um dínamo de energia a partir de um palco. Quando estás num concerto ao vivo e a meio da 1ª música já levaste 5 pontapés, 3 cotoveladas e cerca de 10 pisadelas, sabes que só podes estar num evento memorável!
O ambiente estava mesmo ao rubro, apesar do estranho cartaz à entrada que proibia mosh e crowd surfing. Mas a Mosh Police não andava por perto, por isso que importou isso? Eu sou bastante covarde, por sinal. Fico sempre muito à frente, mas não gosto de ficar na 1ª linha do mosh, prefiro ficar na linha de trás. E quem pode me censurar? Na 1ª fila arriscava-me a levar com uma bota na cabeça. Na 2ª ou 3ª fila estava a curtir activamente, mas na minha, sem riscos e…digamos que em 2 ocasiões diferentes aconteceram coisas bem mais agradáveis do que levar com um chute na cabeça.
Foi um fim-de-semana em cheio, no concerto a cervejinha era a verdadeira, a nortenha, a NOSSA Super Bock, houve bastante ervanário, maminhas ao léu, estive com amigos de Lisboa, amigos do Porto e amigos do Porto que vejo mais vezes em Lisboa que no Porto. Descobri uma moeda de 2 euros no bar do Coliseu dos Recreios, vi o Nuno Markl no Toys´R´Us do Colombo, e para finalizar em beleza, até o Varzim, de quem eu sou adepto desde pequenino (mas que só descobri ontem) ganhou. :D
Mas, brincadeira à parte, aqui fica o que eu gostei mais e menos no concerto:
O que gostei mais: De tudo! Trent quase em cima da 1ª fila na interpretação do Closer!
O facto de eles terem cantado a maior parte dos singles! Eu gosto de ouvir singles nos concertos, desculpem se ofendi. O facto de, ao contrário de outros concertos que eu poderia mencionar, não se terem ficado por desbobinarem o último álbum de princípio ao fim. O ambiente.
O que gostei menos: O facto de ter acabado tão depressa e não ter havido encore. Mas claro, há mais 2 shows hoje e amanhã. Pena eu não ser lisboeta (não acredito no que acabei de escrever!). A 1ª parte. Que raio de coisa era aquela? Às vezes pareciam os Madness dos anos 80, outras vezes pareciam mais banda para fazer o concerto de abertura dos Rage Against the Machine. E para terem reacção do público tiveram que estar sempre a perguntar: “Do you like NIN?” e alguém devia lhes ter gritado, “No, you idiots! We hate NIN, we´ve just come here to see YOU, Popus, or Populus or whatever your name is. Otherwise, we´d all be in Guimarães by now, watching Micakel Carreira at the Pavilhão Multi-Usos.” Olha, devia-me ter lembrado disso ontem!
PS – Quando cheguei hoje ao Porto, a 1a coisa que fiz foi votar. A 2ª foi pousar as malas. Literalmente. Parece que a isenção vai alcançar os 60%. Povo de merda! O referendo não será vinculativo, mas (e falando em PS), espero que o covarde governo PS do Sócrates faça o mesmo que o covarde governo PS do Guterres, ou seja, guiar-se pelo referendo, independentemente de este ser vinculativo ou não!
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