
Há filmes poéticos. Orphée de Jean Cocteau é poesia feita celulóide.
Muito obrigado por ter adquirido esta nova versão do blog Andrade. Posts interessantes, inteligentes, de humor corrosivo e relevância social...são atributos que ficam para o update V 3.0. Até lá, fiquem sabendo que os textos deste blog são propriedade intelectual do autor (excepto as citações marcadas pelo uso de "). Não aconselhável a pessoas sensíveis. Mature Viewers only. Manter afastado do alcance das crianças.


Naquele contexto temporal típico dos filmes de acção/FC, "Num futuro não muito distante", não pós-apocalíptico mas com um cheirinho de cyberpunk qb, a actuação da juventude nas escolas e na sociedade nipónica é de tal maneira insustentável que o governo japonês promulga uma Acta que obriga todos os anos uma turma de uma qualquer escola secundária do país (escolha feita por sorteio aleatório) a deslocar-se para uma ilha isolada, em que só poderá haver um sobrevivente entre eles. O filme, promovido com a frase bombástica "Could you kill your best friend?" coloca os alunos e alunas na dramática situação de terem que matar os seus colegas para sobreviver. O sobrevivente aparece não só como um vencedor, mas sobretudo como um exemplo dos extremos a que os governos - personificado pelo professor, uma figura violenta e patética, gozado por todos os alunos, abandonado pela família, com uma paixoneta pela actriz principal - chegam para travar e condicionar a juventude (e a sociedade em geral!?)





Ainda não li o comic "300", mas é imperdível porque é do tempo em que o Frank Miller era muito bom. O filme é bom. Não terá grandes ambições artísticas, mas cumpre na perfeição o seu papel de blockbuster épico.
Número 23 é um filme "pequeno", e o mais certo é ano que vem já nem nos lembrarmos dele. E no entanto é um interessante thriller psicológico, onde Jim Carrey demonstra uma vez mais que a sua versatilidade de actor não termina nas inconsequentes comédias que faz.
Angústia Existeencial