segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Tesourinhos Deprimentes

Todos os Domingos sigo religiosamente um cerimonial. Ver o "Diz que é uma espécie de magazine."

Porém, por razões que desconheço, por vezes os Gato Fedorento fazem gazeta e não é transmitido nada de novo, havendo repetição de episódios anteriores, algo que eles próprios já gozaram uma ocasião quando dizeram: "Desta vez é a sério, não é uma daquelas repetições que a RTP já fez 500 vezes".

Até aí tudo bem. Mas acho de mau gosto da parte da RTP colocar uma nota a dizer "Especial".
Não sabia que "Especial" era sinónimo de "Repetição".

Chávez vs. Borbón

Hugo Chávez, o quase-ditador democraticamente eleito da Venezuela, chamou ao antigo primeiro-ministro de Espanha, Jose Mari Aznar "fascista".
Não sei até que ponto um membro do PP espanhol, da Opus Dei, adepto do Real Madrid e leitor do jornal ABC como Aznar não considera isso como um elogio.
O caso é que o rei de Espanha resolveu ficar muito chateado e mandou Chavez calar-se. Suponho que Chavez ficou a saber como a imprensa livre da venezuela se sente.
Porém, não consigo perceber como é que Juan Carlos se chateou com Chávez. Eles têm muito em comum, uma vez que recentemente pressões da Casa Real de Espanha levaram à suspensão de uma edição da revista El Jueves.

PS - Alguém me explica o conceito de cimeira ibero-americana?
Alguém acha que Portugal tem muito a ver com países como El Salvador ou Nicarágua?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Real vs Ideal

"...costumo dividir os homens em três categorias: os que têm muito dinheiro, os que não têm nenhum e os que têm apenas um pouco. Os primeiros querem conservar o que têm: o seu interesse é manter a ordem; os segundos querem conseguir o que não têm: o seu interesse é destruir a ordem actual e estabelecerem outra que lhes seja vantajosa. Tanto uns como os outros são realistas, pessoas com quem podemos entender-nos. Os terceiros querem subverter a ordem social para conseguirem o que não possuem, tentando ao mesmo tempo conservá-la para que não lhes arrebatam aquilo que já têm. Assim, conservam de facto aquilo que destroem na idéia. Ou então, destroem de facto aquilo que fingem conservar. São esses os idealistas."

Jean-Paul Sartre
Le Diable et le Bon Dieu

sábado, 3 de novembro de 2007

Sem pingo (doce) de vergonha

Foto: Sérgio de Andrade - 2007/11/02

Interrupção da via pública a €0,00! Todos os dias...no sítio do costume!

La putaine respecteuse

Consta por aí que já chegou às salas de cinema o filme mais polémico e aguardado de todos os tempos, incrivelmente ignorado por Cannes, Veneza e Berlim, mas desde já apontado como principal favorito a arrebatar o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Hollywood, ano que vem.

Falo, evidentemente, de "Corrupção", realizado por...e escrito por.... Bem, para dizer a verdade não se sabe ao certo quem realizou e escreveu este filme filho de pais incógnitos, uma vez que o realizador e o argumentista, alegando um desentendimento artístico com o produtor recusaram-se a assinar a ficha. Mas corre o boato que o argumento é de Leonor P., née Leonardo Pinhão, conhecida jornalista e adepta encarnada (mas não necessariamente por essa ordem)e o filme foi realizado por aquele man que é casado com ela.

"Corrupção", que será o primeiro - e último - filme português que muitos milhões de portugueses verão, é uma "adaptação libre" de "Eu, Carolina", que curiosamente foi o primeiro - e último livro - que muitos milhões de portugueses leram na vida (inclusive, alguns até conseguiram ler até ao fim). Tal livro fou escrito por Carolin...digo foi ditado por Carolina, escrito por uma outra gaja qualquer e re-escrito por Leonor P..

Eu estou a falar de cor, pois não planeio comprar nem ler quer o filme quer o livro, já que o meu lema é:

"Time is money...and what little I have of either one is not to be spent away on shit."

Mas ao que me consta, o livro versa a história de Carolina, que passou de ser uma das mulheres mais odiadas pelo país ao estatuto de santa canonizada pela imprensa lisboeta, de tal forma que é de estranhar que o novo santuário de Fátima não tenha um altar dedicado a ela.

O filme, largamente patrocinado pela imprensa, conta com a participação de Nicolau Breyner como o enigmático "Sr. Presidente" e uma gaja qualquer no papel de Carol...digo, de Sofia.

Ora, o timing do filme não podia ser melhor. O "Sr. Presidente" está feliz a nível pessoal, e o seu clube com maior ou menor dificuldade vai de vento em popa, enquanto os seus adversários.... De tal maneira, que deixo aqui para apreciação de Leonor P. e do gajo que é casado com ela um esboço da sequela:

Corrupção II:

O processo judicial acaba por ilibar o "Sr. Presidente" e o seu clube. O "Sr. Presidente" acaba por casar com a mãe da sua filha, que foi esbofeteada selvaticamente por "Sofia". O clube do "Sr. Presidente" é o único em Portugal a singrar na Europa, e o campeonato nacional da liga pouco mais é que um treino para os seus jogos Europeus. Os seus rivais lutam pelo ambicionado título de vice-campeão nacional.
Incapaz de provar as acusações que faz, Sofia é a única que vai parar com os costados à cadeia, ficando na mesma cela de uma ucraniana de cabelo rapado e de 88 kilos que faz dela a sua bitch.
Vendo a filha Sofia na prisão, e sendo abandonado pela irmã gêmea desta, contra a qual proferiu acusações e insultos incríveis, o pai de Sofia enforca-se em casa.
Os inimigos do "Sr. Presidente" não sabem onde meter a cabeça. Leonor P. morre de overdose de azia, e o gajo que é casado com ela cai em coma profundo.
Quando acorda em Maio, vê o clube do "Sr. Presidente" ganhar pela terceira vez a Liga dos Campeões Europeus. Incapacitado de falar, gesticula nervosamente a implorar que lhe desliguem a máquina.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Open Letter to Tony Parsons

Should this post be read by any British citizen, do take no offense. Having been there on three occasions, I can say I really love the UK, and when I think about you I only think Shakespeare, Byron, Shelley, Beatles, Rolling Stones, Sex Pistols, Cure, Cradle of Filth, Steve Corgan, Joy Division, Eccho and the Bunnymen, Smiths, Monty Python, Alan Moore, etc...
I never think Thatcher, Blair or Tony Parson. I am also aware most of you do not condone this little "man"´s point of view or the gutter press. This is a satirical text, is all.





Tony Parsons, writer to British tabloid Daily Mirror saw fit to insult the Ambassador of a country with which the UK has a long tradition of bullying...err, I mean, of loyal amity and friendship. Here is his October 29 chronic, with some short notes from yours truly.


"Portugal's ambassador to Britain, Senor Antonio Santana Carlos, says that the Madeleine McCann case has seriously damaged relations between the two countries. Well, whose fault is that? "


Love the "senor". You forgot the "ñ", though. "Señor" would be perfect spanish. Too bad Senor Antonio Santana Carlos is portuguese.


It is the fault of the spectacularly stupid, cruel Portuguese police. I have never much cared for the convention of calling cops "pigs" or "filth", but I am happy to make an exception.
They have tried to cover their humiliation at coming nowhere close to finding that stolen child by fitting up her parents.


This coming from a country where the police has shot a Brazilian worker mistaking him for an Arab terrorist. A country where there are way, WAY more unsolved cases of children missing than in Portugal.


The decline in relations is also the fault of the appalling Portuguese media, happy to print any piece of poisonous trash spoon-fed to them by "police sources" treating the abduction of a small child as light entertainment.


You write in a BRITISH TABLOID! Enough said!


And the Portuguese public must also take their share of the blame. The sight of locals jeering at Kate McCann as she went in for questioning made me feel as though these leering bumpkins were not from another country, but another planet.


In your country, most people do not believe the McCanns are wholly innocent.

And the good ambassador can also be blamed for the decline in relations.
When he should be exercising a little diplomacy, he huffs and he puffs about the McCanns' tragic decision to leave their children sleeping alone on the night Madeleine was stolen.
"In Portugal we have the concept of a nuclear family," sniffs Senor Carlos. "That the families all live together."
They made a mistake, ambassador. Their lives have been wrecked. That is punishment enough, without your asinine, unwanted comments.
And I would respectfully suggest that in future, if you can't say something constructive about the disappearance of little Madeleine, then you just keep your stupid, sardine-munching mouth shut.
It would amaze you to know that Senor Carlos isn´t the only one who likes to munch sardines. In fact, some british women - and some men, I am sure - spending their vacations in Portugal love a good, long, greasy portuguese sardine. They say it is a most welcome change from their usual diet of ridicullous small, pinkish english sausages.

Razão e Sensibilidade

A instituição bancária que utilizo tem uma entrada algo...maçónica.
Ou seja, é preciso carregar num botão para abrir uma primeira porta, fechar essa primeira porta, repetir o processo numa segunda porta. Para sair, repetir o processo no sentido inverso.
Ora, estando eu hoje a sair de uma agência da dita instituição...maçónica, reparo num indivíduo com alguma dificuldade para entender que o botão rotulado com a palavra "Chamar" deveria ser premido para abrir a porta. Dotado do mais profundo amor altruísta judaico-cristão como sou, dirigi-me a ele e expliquei-lhe. O sujeito assim procedeu e entrou, sem me dirigir a palavra. Eu disse-lhe "OBRIGADO" de forma bem audível. Uma futilidade, na verdade. Duvido que alguém que não tem inteligência para operar uma porta automática nem sensibilidade e educação para dizer o que a etiqueta manda que nos saia naturalmente consiga compreender o fino toque da ironia ácida.

Note to self: o meu profundo amor altruísta judaico-cristão bem pode ir para a puta que o pariu.