terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Private Invader




Ok, vamos supor que por alguma razão incompreensível e insondável, o Bush resolvesse criar a sua própria, honesta versão do Private Dancer da Tina Turner.
Talvez lhe saísse algo assim (clicar aqui para comparar com a versão original):

All the Iraqis and Americans dying in this place
And the Iraqis and Americans are all the same
You don’t have to look at their faces
And you don’t care about their names

You don’t think of them as human
In fact you hardly ever think at all
You keep your mind on the money
Buried beneath the arid Middle Eastern soil


Chorus
I’m your private invader, invading for money
But blame it on Cheney ´cause I have a very low IQ
Blair’s my only friend; I’ve lied to the UN
No WMD, and I’m fuckin´American civil liberties too

I wanna make a gazillion dollars
I live in the house Clinton and dad had before me
I have Connie, Laura and two drunken, redneck children
Yeah, I guess they’re my rich-white-trash family

All the Iraqis and Americans dying in this place
And the Iraqis and Americans are all the same
You don’t have to look at their faces
And you don’t care about their names

Repeat chorus twice


Kill all sandniggas for petrodollars
American superior firepower will really fuck you
We’ve hanged Saddam by the collar
Too bad we can’t say the same about Osama too

Repeat chorus
(Sérgio de Andrade – 2007)

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Fim-de-semana alucinante

Devoto católico, o Engenheiro Fernando Santos foi este fim-de-semana derrotado duas vezes pelo VarSim.

NIN

Relativamente a este fim-de-semana em geral e a NIN em particular, só tenho a dizer que alcançam um grau extraordinariamente elevado na escala ducástica (para quem é iniciado na minha obra bloguística, “ducá” é uma neologia de minha lavra, que significa “do caralho”).
Faltam-me palavras para descrever o concerto. Os gajos são mesmo bons. Em CD e ao vivo! Não há mais nada para dizer!
Trent Razor y sus muchachos são um dínamo de energia a partir de um palco. Quando estás num concerto ao vivo e a meio da 1ª música já levaste 5 pontapés, 3 cotoveladas e cerca de 10 pisadelas, sabes que só podes estar num evento memorável!
O ambiente estava mesmo ao rubro, apesar do estranho cartaz à entrada que proibia mosh e crowd surfing. Mas a Mosh Police não andava por perto, por isso que importou isso? Eu sou bastante covarde, por sinal. Fico sempre muito à frente, mas não gosto de ficar na 1ª linha do mosh, prefiro ficar na linha de trás. E quem pode me censurar? Na 1ª fila arriscava-me a levar com uma bota na cabeça. Na 2ª ou 3ª fila estava a curtir activamente, mas na minha, sem riscos e…digamos que em 2 ocasiões diferentes aconteceram coisas bem mais agradáveis do que levar com um chute na cabeça.
Foi um fim-de-semana em cheio, no concerto a cervejinha era a verdadeira, a nortenha, a NOSSA Super Bock, houve bastante ervanário, maminhas ao léu, estive com amigos de Lisboa, amigos do Porto e amigos do Porto que vejo mais vezes em Lisboa que no Porto. Descobri uma moeda de 2 euros no bar do Coliseu dos Recreios, vi o Nuno Markl no Toys´R´Us do Colombo, e para finalizar em beleza, até o Varzim, de quem eu sou adepto desde pequenino (mas que só descobri ontem) ganhou. :D
Mas, brincadeira à parte, aqui fica o que eu gostei mais e menos no concerto:

O que gostei mais: De tudo! Trent quase em cima da 1ª fila na interpretação do Closer!
O facto de eles terem cantado a maior parte dos singles! Eu gosto de ouvir singles nos concertos, desculpem se ofendi. O facto de, ao contrário de outros concertos que eu poderia mencionar, não se terem ficado por desbobinarem o último álbum de princípio ao fim. O ambiente.

O que gostei menos: O facto de ter acabado tão depressa e não ter havido encore. Mas claro, há mais 2 shows hoje e amanhã. Pena eu não ser lisboeta (não acredito no que acabei de escrever!). A 1ª parte. Que raio de coisa era aquela? Às vezes pareciam os Madness dos anos 80, outras vezes pareciam mais banda para fazer o concerto de abertura dos Rage Against the Machine. E para terem reacção do público tiveram que estar sempre a perguntar: “Do you like NIN?” e alguém devia lhes ter gritado, “No, you idiots! We hate NIN, we´ve just come here to see YOU, Popus, or Populus or whatever your name is. Otherwise, we´d all be in Guimarães by now, watching Micakel Carreira at the Pavilhão Multi-Usos.” Olha, devia-me ter lembrado disso ontem!

PS – Quando cheguei hoje ao Porto, a 1a coisa que fiz foi votar. A 2ª foi pousar as malas. Literalmente. Parece que a isenção vai alcançar os 60%. Povo de merda! O referendo não será vinculativo, mas (e falando em PS), espero que o covarde governo PS do Sócrates faça o mesmo que o covarde governo PS do Guterres, ou seja, guiar-se pelo referendo, independentemente de este ser vinculativo ou não!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Previsão do meu fim-de-semana

Isto para mim,
Resume-se assim
Domingo é Sim
Sábado é:




























































































































































Olha, versejei! A fraqueza do meu verso só prova uma coisa...Andrade qualquer um pode ser, mas Eugénio de, não é quem quer! Aguentem os cavalos, vou só a Lisboa tomar um copo com o meu amigo Trent e já volto!














.

Por puro acaso, há dias fui cair no site de o que aparenta ser uma revista inglesa para a mulher socialite.
Eu gosto de mulheres socialites. Não têm nada a ver com essas gananciosas working girls que para aí andam, “ahdotrabalhoparaoginásioparacasaeugostomuitodeleraCosmopolitanadorava encontrarumdejeitomasosmelhoresousãocomprometidosousãogaysquemsabeumdiater filhosmascarreiraprimeiromeudeusjátenhorugasseráqueelevainotarsenãogostarquesefodaatéporqueaquilonãovaidaremnadaqueinvejadasminhasamigasporra”.
Nada disso. As mulheres socialite, respect! São o sal da terra e pilares da sociedade. Não têm nada na cabeça, mas têm os bolsos cheios da herança do papá e/ou porque souberam/sabem foder os gajos certos no local certo e na altura certo. Há que respeitar isso! E aparecem a mostrar as crianças em Andorra e Suiça no Inverno e nas Caraíbas no Verão (ou nas Fiji/Seicheles/a ilha exótica que esteja in este ano), participam em obras de caridade, festas temáticas, vernissages, vão a eventos culturais que seja fino assistir, e onde têm que ser vistas, tentam novos restaurantes exóticos…

Por acaso fui parar numa crítica a um restaurante português em Londres. O autor do artigo não gostou especialmente (deu-lhe um mediano/medíocre valor de 2,5 estrelas), e chegou a brilhante conclusão que a comida portuguesa é exactamente igual a espanhola (não existe comida espanhola. Existe cozinha galega, asturiana, castelhana, valenciana-catalã , navarra-basca…), mas ainda mais salgada. Tudo bem. Na mesa e na cama, gostos não se discutem! Como não aceitar que a mediterrânicamente oleosa comida portuguesa arranha as delicadas e eruditas papilas gustativas de um povo que gosta de comer com as mãos peixe frito e batata frita enrolada em papel de jornal e de comer empadão de fígado e rins de carneiro?

Porém, quando vais ler a crítica de um restaurante étnico e os primeiros 3/4 da crónica são para atacar gratuitamente o país de origem do dito restaurante, tu sabes que estás a lidar com um crítico imparcial e profissional. A ideia-básica a reter é que éramos uma potência e agora somos um zero à esquerda (e novidades?). Começa a dizer que a Inglaterra se tornou nossa aliada à 700 anos, porque mais ninguém queria ser amigo de Portugal (o que é mais ou menos o que a América faz com o Reino Unido hoje…) para acabar com esta frase lapidar: “Diga o nome de três portugueses que não tenham sido marinheiros”.

É engraçado…desde quando maior riqueza per capita tem influência no reconhecimento internacional? A Dinamarca é riquíssima. Eu só conheço 2 dinamarqueses famosos:
Hans Christian Andersen e o Søren Kierkegaard (e este último “é” um filósofo alemão, tal como Kafka “não é” um escritor checo). Diga o nome de um finlandês que não tenha inventado nenhum sistema operativo! Diga o nome de um holandês que não seja pintor! (a família de Anne Frank era alemã e Baruch Espinoza um judeu sefardita luso-espanhol).
E que caralhos têm tudo isso a ver com o facto do crítico gastronómico ter achado o presunto português muito gorduroso e salgado?

É triste ter-se sido rico e agora ser pobre. Mais triste ainda deve ser ter-se sido dono e senhor do mundo, e agora não passar do lacaio número um dos novos senhores do planeta.

*ethnic em inglês é tudo que não for anglo-saxónico, da mesma forma que world music é toda a música não cantada em inglês ou espanhol (que aí terá o nome de latino music).

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Reservoir Cats

Bloopers*:
O Scratchy deveria estar com uniforme da Polícia!
A orelha cortada deveria ter sido antes do banho de gasolina!







* que na verdade só o são se fizermos uma análise comparativa entre o filme original e este episódio do Itchy & Scatchy dentro deste episódio dos Simpsons. Se pensarmos nisto pelo que é (uma sátira/homenagem de Matt Groening ao Reservoir Dogs e ao SENHOR Tarantino), então uma adaptação liberal da famosa cena é justificada.

Percepção sensorial alterada

Portugal ganhou ao Brasil!, o Simão Sabrosa, de camisola vermelha!, marcou ao Helton (que isso não se repita esta época) e eu fiquei contente!, Cristiano Ronaldo aplaudido num estádio inglês que não Old Trafford!, Quaresma a jogar e bem, aquela camisa do Dunga...ou estamos na Twilight Zone, ou a bateria de antibióticos que ando a tomar tem uns efeitos colaterais muito interessantes.